Publicidade

 

Publicidade

 

Rodolfo Lucena

+ corrida

Perfil Rodolfo Lucena é ultramaratonista e colunista do caderno 'Equilíbrio' da Folha Leia mais

Queniano crava em Santos sexta melhor marca do mundo nos 10 km

O queniano Edwin Kipsang Rotich não apenas venceu na manhã de hoje a 28ª edição do 10 KM Tribuna FM-Unilus como detonou o recorde anterior e ainda cravou a sexta melhor marca do mundo na distância (ainda não oficial).

Ao cruzar a linha em 27min45 (foto Divulgação), pulverizou a marca anterior (27min59), que era do hexacampeão Marílson Gomes dos Santos. E se inscreveu entre os dez primeiros do ranking mundial, passando a ocupar o sexto lugar. Na lista de hoje da IAAF (a Fifa do atletismo), a posição é do queniano, Alan Kiprono, que correu os 10 km em 27min46 no dia 30 de março, em Nova Orleans.

Já Marílson, que estava com boas perspectivas para essa prova, acabou abandonando a 2,5 km do final. Ele estava se recuperando de uma gripe e não conseguiu acompanhar o ritmo dos africanos, que dominaram o pódio. “Hoje não era o dia. Entrei na prova de teimoso”, disse.

O campeão do ano passado, Mark Korir, ficou em segundo, com 28min11.  Ismail Juma Gallet, da Tanzânia, ficou em terceiro lugar, depois de ter liderado parte da corrida; terminou com 28min35.

Entre as mulheres, a dominação queniana se repetiu. Nancy Jepkosgei Kipron venceu a disputa, com 32min36. Os campeões faturaram, cada um, R$ 25 mil, de um total de R$ 120 mil distribuídos aos 20 primeiros do masculino e feminino.

Kipron foi seguida por Maurine Jelagat Kpuchumba, com 32min55, e  Sara Ramadhani Makera, com 33min12. A melhor brasileiras foi a atual campeã nacional dos 10.000 m, Cruz Nonata da Silva, em quarto lugar, com 33min24s (nos três anos anteriores foi a terceira colocada). No masculino, o brasileiro mais bem colocado chegou em quinto lugar: Daniel Chaves da Silva, 28min47.

Uma das maiores provas do Brasil, a corrida de Santos teve 18 mil inscritos.

     0 comentários   comente   E-mail E-mail  

Organizadores de série de maratonas roqueiras sonham em chegar a Nova York

Já está no forno uma nova maratona de Nova York, realizada durante a primavera local (entre março e junho), talvez em 2015. Tudo vai depender, porém, do novo prefeito da cidade. A atual administração já descartou a ideia de ter uma segunda grande corrida na chamada Big Apple.

Isso não desanima o grupo Competitor, que organiza a série Rock ´n´ Roll Marathon, um sucesso que disparou de apenas seis provas em 2008 para maratonas em 33 cidades dos EUA e da Europa (em Madri e Lisboa, por exemplo).

O outro contendor é mais modesto, uma empresa que vem organizando corridas em Nova York –faz até uma maratona no Brooklin, um monte de voltas em um dos parques daquele bairro. A New York City Runs acredita, porém, que sua força esteja exatamente nisso, o fato de ser prata da casa. E pretende que a corrida seja limitada às ruas do Brooklin.

Já a suposta Rock ´n` Roll Marathon de Nova York seria na própria Manhattan, no coração da cidade.

Público para isso existe: a cada ano, cerca de 100 mil pessoas tentam uma vaga na maratona de Nova York, e menos da metade conseguem. Além disso, a corrida traz benefícios para a cidade: em 2011, a prova gerou US$ 340 milhões em recursos para a Big Apple, considerando os gastos de turistas que visitaram Nova York por causa da prova.

O problema é que uma corrida de 42 km também cria entraves para o trânsito e obriga a administração da cidade a prover serviços extras –que são pagos pelos organizadores.

Vamos ver o que acontece. Acho que os corredores adorariam até mesmo ter as duas opções…

 

 

PS.: Obrigado ao leitor Carlyle Vilarinho, que me chamou a atenção para esta notícia.

     2 comentários   comente   E-mail E-mail  

Maior tempo de corrida aumenta risco de lesões frequentes

Quem pratica corrida por mais de uma hora por dia ou mais de 50 km por semana tem mais risco de apresentar lesões com frequência, segundo uma das conclusões do Estudo Epidemiólogico das Lesões em Esportes de Lazer, realizado por pesquisadores da Fundación Mapfre e do Laboratorio de Biomecánica de la Universidad Politécnica de Madrid (UPM).

A idade também é um fator de risco: seis de cada dez lesionados com frequência têm mais de 35 anos. Os homens são os que mais sofrem, representando 87,9% dos que se lesionam praticando esporte.

Segundo o estudo, as partes do corpo mais atingidas são as pernas e os joelhos, com 30,6% e 28,2% das lesões nos corredores de menos de 35; nos mais velhos, é significativo o percentual de lesões nos pés –12,6%

O risco de sofrer uma lesão aumenta se a pessoa corre há mais de cinco anos (59,7%). E correr com objetivos competitivos é apresenta um risco de lesão 5,5 vezes superior a correr apenas por lazer.

Bom, esses são os resultados do estudo. Com base nele, os especialistas reafirmam o que é o grande mantra de treinadores e profissionais de saúde vinculados à área esportiva: é preciso fazer tudo de forma progressiva, cuidar com o volume e a intensidade dos treinamentos. E todos devem fazer exames médicos antes de começarem a praticar algum tipo de atividade física.

Agora, aposto que dá para encontrar estudos que mostrem que há maior número de lesões nos primeiros cinco anos de prática esportiva. Eu sou frequentador assíduo de clínicas de fisioterapia, e um grande número de meus colegas de tatame e maca tende a ser de iniciantes. Gente que se entusiasma e corre mais do que o corpo está preparado para enfrentar.

Corrida é uma atividade repetitiva, e a gente ganha aos poucos a condição de fazer mais. Quem tenta queimar etapas acaba queimado –e eu sou exemplo disso. Por isso, volto a insistir: devagar se vai ao longe, vamos comer pelas bordas o mingau quente e paciência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém (a não ser que a pessoa tenha alergia a aves em geral e galináceos em particular).

     1 comentário   comente   E-mail E-mail  

Suspeito do ataque na maratona de Boston finalmente é enterrado

Depois de vários dias de busca por um cemitério que aceitasse receber o corpo do jovem suspeito de colocar as bombas que provocaram três mortes e centenas de feridos na maratona de Boston, finalmente Tamerlan Tsarnaev foi enterrado em cerimônia privada.

A família recebeu apoio de um grupo religioso para o enterro em um cemitério de Virgínia; até então, o cadáver vinha sendo guardado em um morgue em Worcerster, pois os cemitérios de Massachusetts (Estado onde fica Boston) se recusaram a fazer o sepultamento.

Tsarnaev foi morto no dia 19 de abril depois de um tiroteio com forças policiais de Boston, quando tentava escapar da região. Seu irmão mais jovem, Dzhokhar, foi preso mais tarde e ainda está detido com suspeito do ataque terrorista.

O tio de Tsarnaev, Ruslan Tsarni, cuidou das providências necessárias para o sepultamento, realizado em um cemitério de Doswell, Virginia, perto de Richmond (foto acima, Reuters).

O jogo de empurra do cadáver de suspeito do ataque começou logo depois de sua morte em um hospital de Boston. Pela lei estadual, ele poderia ter sido sepultado na cidade, pois lá ocorreu sua morte. Mas as autoridades locais recusaram guarida para o corpo, alegando que o suspeito vivia em Cambridge, que, por sua vez, também não aceitou fazer o enterro.

A mãe de Tsarnaev afirmou que a Rússia também não permitiu que o corpo fosse levado para a cidade natal do jovem, Dagestan.

“Agora ele está enterrado, acabou”, resumiu o tio.

     0 comentários   comente   E-mail E-mail  

Solonei e Paulo Roberto são o Brasil no Mundial de maratona

Apenas dois maratonistas brasileiros conquistaram o índice exigido pela Confederação Brasileira de Atletismo para a participação no Mundial, que será realizado em agosto na Rússia.

O campeão pan-americano da maratona, Solonei Rocha da Silva (no alto, forto Wagner Carmo/CBAt) garantiu a vaga no dia 17 de março ao completar a Maratona de Seul, na Coreia do Sul, em 2h12min47. E o maratonista olímpico Paulo Roberto de Almeida Paula, um dos Gêmeos, carimbou o passaporte com uma vitória na maratona de Pádua, na Itália, onde cravou 2h13min (abaixo, foto Arquivo Pessoal).

O índice exigido para os homens era de 2h13min44. Nenhuma brasileira conseguiu o índice qualificatório, que era de 2h28min50.

Em outras competições, vários atletas já conseguiram o índice. No início do mês, por exemplo, Mahau Suguimati venceu a prova dos 400 m com barreiras do Grande Prêmio de Shizuoka, no Japão. Sua marca foi de 48s79, folgada sobre o índice de 49s16.

Entre as mulheres, um dos destaques é Ana Cláudia Lemos (fotos Wagner Carmo/CBAt), que no início do mês estabeleceu nova marca brasileira e sul-americana para os 100 m. Ela venceu o Torneio FPA Adulto de Atletismo com 11s13 (o índice é de 11s17).

     2 comentários   comente   E-mail E-mail  

Menina de 18 anos morre na maratona de Toronto

A família de Emma van Nostrand sabia que a jovem corredora tinha sido levada para um hospital. Uma prima da garota de 18 anos viu quando Emma foi colocada numa ambulância, durante a maratona de Toronto, no último domingo, mas não imaginava que a situação fosse tão grave. Os pais de Emma, ambos corredores, pensaram que fosse um caso de desidratação.

Nunca mais viram a filha viva. A garota (foto Arquivo Pessoal), que teve um problema cardíaco cerca de três quilômetros antes de completar a prova, morreu no hospital. Somente ontem os pais conseguiram uma explicação para o que ocorreu: ela tinha um problema cardíaco que não havia sido detectado previamente, segundo seu pai informou à imprensa canadense.

A prova de Toronto seria a primeira maratona de Emma, que realizou três meias maratonas nos últimos 18 meses, preparando-se para o novo desafio. Ela era uma praticante de esportes, jogava basquete e futebol, além de nadar: em uma rede social, publicou fotos depois de competição em piscina.

Os pais de Emma também participaram da corrida; o pai havia estado na maratona de Boston, completando a prova antes das explosões que provocaram três mortes e centenas de feridos. Eles souberam pela prima de Emma que a garota havia necessitado de atendimento; foram à tenda médica e, em seguida, encaminhados para o hospital.

A garota nunca havia reclamado de dores ou de qualquer problema de saúde. A família também não tinha histórico de doenças cardiovasculares, segundo disse o pai.

Ontem, depois de conversar com o médico legista, o pai informou que a causa da morte foi uma anormalidade cardíaca que raramente é detectada. Uma das artérias não estava no ângulo normal; o estresse da prova fez com que ela se contraísse até impedir a passagem do sangue, provocando o desastre.

O pai afirmou que, segundo o legista, a garota era uma “bomba viva”, e o acidente poderia ocorrer a qualquer momento: subindo escadas, por exemplo.

Bom, é o que dizem os médicos. Na mesma prova, outra pessoa, um homem de cerca de 30 anos, também desmaiou, mas foi salvo por massagens cardíacas.

É terrível falar sobre casos como esses, mas é impossível deixar de abordar essa questão, lembrando a todos nós que corrida –e qualquer exercício físico—é uma prática de risco. Exige que a gente se prepare e que faça todos os exames médicos recomendados, além de revisões anuais. Lembre-se sempre: na dúvida, não ultrapasse.

     Comentários desativados   E-mail E-mail  

Em Porto Alegre, construo memórias com minhas passadas

Porto Alegre não era assim.

Para mim, cabia na mão. Eu ia de um lado para outro, aprendi a andar de ônibus, de bonde, saía da Floresta, passava pelo centro, embicava para o Menino Deus, voltava como queria, tomava garapa nos bares em volta do Chalé da praça XV.

Cresci, o mundo inteiro virou Cidade Baixa: bar do Daiu (pronuncia-se com tônica no ú), Esquina Maldita, teatro de Câmara, botecos da República, Beco, rádio da Universidade.

Quando saí de lá, o Gasômetro ainda estava em ruínas, mal nascia a Perimetral, os ônibus T também estavam só começando, o cais do Porto não tinha quadros nem instalações artísticas, a Nilo morria pouco depois do Anchieta, shopping era só o da João Pessoa…

Quando voltei, debutei na maratona, meus treinos engoliam a cidade. Com 10 km, saí de casa e passava por tudo onde Porto Alegre existia; com 20 km, chegava ao coração da zona sul, depois do Jangadeiros. Sabia de tudo, conhecia os caminhos, levava no cérebro a planta da cidade.

Da Porto Alegre de hoje, porém, não tenho memória. No meu último longo antes de uma maratona que –espero—vai marcar minha volta às corridas sem dor, descobri uma cidade que não existia em mim, não estava no mapa.

Porto Alegre, a bem dizer, ia do Guaíba à igreja Maria Goretti, no Passo da Areia; pelo lado sul, o marco derradeiro era a Ipiranga, que acompanhava o arroi Dilúvio até a PUC e mais um pouquinho, lá onde ficava o 18º Regimento de Infantaria, o Dezoito, onde a gente se apresentava para o serviço militar. Certo, o mapa não era retinho: havia pontas: o Cristal com seus cavalinhos e, mais longe ainda, Ipanema, Assunção, Restinga, a Faixa Preta.

Tudo isso estava na memória. O que não estava não existia. Pois foi construído nos últimos dias de abril, em treinos curtos e no longo, que nem tão comprido assim foi, mas serviu para rodar pelo mundo do esquecimento.

Mais: mundo do nada. A gente é o que a gente se lembra; o que não lembramos não sabemos, não é nada, coisa nenhuma. Assim eram os caminhos que não conhecia e que percorri.

São as veias da Zona Norte. Descobri avenidas novas, com asfalto retinto, pedindo corrida, velocidade, ritmo, melodia de passadas. Trechos especiais para bicicletas –isso nunca existiu na Porto Alegre de antes, a da memória velha.

Subi morro e desci morro, parei para registrar vistas que nunca tive. Encontrei a casa mais gremista do mundo, pintada de azul, branco e preto, iluminada pelo escudo glorioso, embandeirada com as flâmulas do Imortal.

E segui. Descobri que a Protásio Alves não terminava no mundinho de bares, mas se ia embora. Encontrei praças abandonadas e outras tantas aproveitadas, vi montanha cortada a faca e me embrenhei por bibocas, construindo memórias de uma Porto Alegre em construção.

Quando me dei conta, estava na saída da cidade. Era só seguir, pararia em Viamão. Nananina, embiquei para os lados do Guaíba, que para mim vai ser sempre rio –hoje em dia, coitado, até de lago é chamado–, e me descobri na Ipiranga, margeando o arroio Dilúvio que, em dias de temporal, enrosca, grunhe feio e até carro engole…

Pois ali também me era desconhecido, mas descortinei em passadas: numa reta só, me encontrei de novo com o velho Dezoito, onde um dia fui considerado excesso de contingente, e segui em frente. Voltei à Porto Alegre que eu conhecia, agora ainda maior na minha memória.

 

     6 comentários   comente   E-mail E-mail  

Maratona de Madrid é difícil, mas tem roquenrol

Volto a apresentar a você uma colaboração de CARLYLE VILARINHO, que domingo passado correu a maratona de Madrid, com descanso de apenas duas semanas depois de sua participação na prova de Roterdã. E não é que as coisas saíram melhor do que o esperado? Sem mais delongas, segue o texto de CARLYLE, a quem agradeço a colaboração.

“Desde o ano passado, a Maratona de Madri integra a série Rock ‘n’ Roll. É classificada com Prata. mas, pela minha experiência, não pode ser considerada uma prova bem organizada. Tem lá os seus problemas. A entrega do kit, por exemplo, é em um parque afastado e sem indicações de como chegar. A feira é fraquinha; o kit é bom, e a medalha, linda.

Na largada da prova saem juntos corredores dos 10 km, da meia maratona e da maratona. São 13 mil corredores na maratona, 3.000 na meia e 700 nos 10 km. A meia acompanha a maratona ate o km 20. Esse tipo de largada dispensa comentários…

Durante a semana a temperatura esteve entre 12ºC e 16ºC, mas no sábado começou a cair. Na hora da largada, as 9h da matina, o termômetro marcava 3ºC, ao longo da prova deve ter alcançado no máximo 8ºC. O vento se fez presente durante todo o tempo, só mudando a intensidade e em certo momento até soprou a favor.

O percurso é muito difícil. Os primeiros 20 km são corridos no centro da cidade, subidas leves seguidas por descidas leves, uma após outra. No km 23 tem uma baita descida, uma ladeira abaixo de quase um km; dali ao 28 percorre-se um parque com ligeiras mudanças de elevação. No km 29 volta-se às ruas, e às subidas. A primeira colina a subir do km 30 ao 31, e é de assustar. Do 31 ao 38 continua subindo, mas uma rampa mais discreta. No km 38 eis que surge uma nova colina, bem inclinada, e esta vai até o km 41. quando torna-se uma discreta inclinação até a linha de chegada.

Um percurso com os kms finais assim como aqui em Madrid me parece uma coisa insana, não desejo a ninguém. Na minha avaliação, a altimetria é mais difícil que Curitiba ou Foz do Iguaçu; segundo o Marcelo Jacoto, mais difícil que Boston.

Eu sabia das dificuldades de Madri. Meu projeto era fazer uma boa corrida em Roterdã, 15 dias antes, e aqui apenas completar a prova, no tempo que fosse. Acontece que em Roterdã tive muitas câimbras logo depois da primeira metade de prova. Corri os 17 km finais com câimbras, alternando algumas centenas de metros andando e outras trotando. A muito duras penas,conclui em 4h3min15.

Então cheguei a Madrid um pouco apreensivo, sem saber ao certo como seria meu desempenho. Minha estratégia foi sair lento e ir indo. Nos primeiros 5 km fui a 6m/km, contemplando a paisagem; mas o frio me inquietava e acelerei um pouco, puxando mais nas descidas, de forma a fechar os 10 km em 58min.

O ritmo estava confortável e resolvi manter assim. Passei a meia com 2h02h e segurei assim até lá pelo km 30, quando começaram as subidas mais fortes. Na subida do km 31 alcancei meu amigo palmeirense Marcelo Jacoto (também a idéia do Marcelo era correr bem Roterdã, e ele correu em 3:55h, e aqui apenas completar a prova no tempo que fosse).

Ali eu estava mais rápido e menos cansado que ele, ele falou para eu seguir. mas considerei que era melhor seguirmos juntos. Boa resolução porque quando chegaram os mais difíceis e íngremes kms finais, do km 38 ao 41, um deu forca ao outro, motivando e desencorajando qualquer andadazinha. Cruzamos a linha de chegada juntos em 4h15min44. Ótimo resultado para ambos.”

     1 comentário   comente   E-mail E-mail  

Marílson é surpreendido nos 10.000 m em Piracicaba

Esta deu pena de não estar para ver ao vivo, em cores: a prova dos 10.000 m no masculino, no Brasileiro/Caixa de Fundo em Pista foi decidida na reta final, por pedaço de cabelo. E o favorito não levou.

Marílson Gomes dos Santos, melhor fundista do país, está dedicando primeiro semestre a provas curtas, de olho numa maratona rápida no segundo semestre. E foi para Piracicaba, sexta-feira última, para avaliar o ritmo das pernadas.

Tinha pela frente o campeão da prova no ano passado, Gilberto Silvestre Lopes, e Giovani dos Santos, bronze nos 10.000 m no Pan-2011. Na pista do Centro Mario Mantoni, do Sesi, logo Giovani e Marílson começaram a puxar a fila.

Os dois se revezaram na liderança, mas Giovani conseguiu superar o adversário na reta final (foto Divulgação/Marcelo Ferrelli/CBAt), fechando em 28min23.89. “A prova foi muito forte, corri pensando em fazer o índice para o Mundial, e fiquei muito perto”, disse Giovani. A marca exigida é de 28min05.

Marílson, por seu lado, ressaltou a preparação para disputas mais longas: “A prova foi boa, mas meu objetivo é me preparar bem para o segundo semestre, quando pretendo fazer uma maratona. Vou correr, ainda, os 10.000 m no Troféu Brasil, visando melhorar minha performance nas provas de rua”.

No feminino, a campeã Cruz Nonata enfrentou Tatiele Roberta de Carvalho, mas a disputa só foi até a metade da prova. Então Cruz abriu e seguiu para garantir o bi, fechando em 32min46.96. Ela também busca índice para o Mundial, que será na Rússia, em agosto. A marca exigida para as mulheres, nos 10.000 m, é 31min41.91.

     6 comentários   comente   E-mail E-mail  

Grandalhão da Nokia tem boa câmera e Windows Phone 8

O aparelho é maior e mais pesado que outros smartphones poderosos, mas compensa: com a tela maior, tudo fica mais fácil de ver e manipular. Além disso, a qualidade das imagens é muito boa, assim como o contraste.

Estou falando no novo celular inteligente da Nokia, o Lumia 920, que testei durante alguns dias. Para minhas necessidades, o que interessa é um aparelho que produza boas fotos e bons vídeos e que ainda ofereça bastante conectividade.

Em todos esses quesitos, o Lumia 920 saiu mais do que aprovado. Mesmo em cenas mais escuras ou à noite, quando é comum a imagem ficar borrada ou desfocada em outros aparelhos, a foto saiu bem razoável. Claro que não tão boa quanto se feita em condições ideais de temperatura e pressão, mas melhor do que as do celular que eu uso normalmente.

Aliás, de modo geral, o desempenho do aparelho da Nokia foi melhor do que o do meu celular. Nem senti muito a diferença de peso, porque a capinha que coloquei no meu iPhone acaba deixando o bicho quase tão pesado quanto o da Nokia.

O tamanhão, de fato, atrapalhou um pouco no início –não cabe direito na pochete que uso quando saio para correr–, mas logo me adaptei.

E devo dizer que gostei do Windows Phone 8, do qual só tinha visto resenhas e telas na internet. Apesar de, em geral, o Windows ser mais demorado que o sistema da Apple para ficar disponível, não notei diferença nos celulares: tanto o meu iPhone quanto o Lumia 920 testado demoraram cerca de 30 segundos para entrar no ar.

Não dou muita bola para aplicativos extras, mas todos os que uso estão disponíveis para o Windows, assim como programas populares (jogos de passarinhos irritados e brinquedinhos do gênero).

O que não significa que seja uma maravilha. Nos primeiros passos de cada configuração, você tem de dizer se quer “colaborar com a melhoria do sistema”, permitindo a coleta automática de informações. E há outras idiossincrasias comuns aos programas da Microsoft; o que vale é que são apresentadas de forma explícita e não há nada (ou, pelo menos, eu não percebi) pré-marcado. Bom, o buscador padrão é o Bing, o que pode deixar os fãs do Google incomodados. Mas você pode navegar normalmente pela internet.

O que eu gostei mesmo foi o método utilizado para agilizar a escrita de textos. Em vez de escrever automaticamente palavras que o usuário não quer escrever, como acontece no iPhone e no Ipad (se o recurso não for desligado), ele oferece um cardápio com algumas opções de palavra.

O cardápio se modifica com a escrita: ao escrever “Q”, por exemplo, algumas opções são “quanto”, “quase”, “quinze”; se nenhuma for aceita, e o usuário seguir escrevendo Qual, aparecem qualquer, qualidade e por aí vai.

Como visto, está tudo em português, das informações básicas aos comandos do Office disponíveis no sistema.

     Comentários desativados   E-mail E-mail  

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade