Rodolfo Lucena

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Perfil Rodolfo Lucena é ultramaratonista e colunista do caderno "Equilíbrio" da Folha

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Dinamarquesa com esclerose múltipla faz 366 maratonas em 365 dias

Por Rodolfo Lucena
16/07/13 10:32

Aos 41 anos, a dinamarquesa Annette Fredskov estabeleceu no último domingo um novo recorde de resistência. Em um ano, fez uma maratona por dia, todos os dias. E, para não deixar que ninguém dissesse que as dinamarquesas são fracotes, Fredskov ainda fez mais uma de lambuja.

Se você está de queixo caído, repito a informação, agora com número: ela fez 366 maratonas em 365 dias. No último dia, o domingo passado, como estava se sentindo exultante por completar o desafio, dobrou a distância.(veja AQUI um pequeno vídeo, narrado em inglês, contando o fim da jornada da moça).

Ela é uma maratonista um pouco melhor do que a média, segundo o critério da velocidade: sua melhor marca na distância é de 4h08min14 (nos EUA, o tempo médio das mulheres foi de 4h44min19 em 2010).

Mas há um porém: a recordista de resistência sofre de esclerose múltipla. A definição mais simples que encontrei para a doença é esta: A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória que não tem cura e extremamente invasiva. Atinge as fibras nervosas responsáveis pela transmissão de comandos do cérebro a várias partes do corpo, provocando um descontrole interno generalizado”.

Annette Fredskov resolveu enfrentar o desafio para promover a luta contra a doença, dizendo que pretende inspirar as pessoas a seguirem os seus sonhos e não imporem limitações a si próprias.

Foi há três anos que ela ficou sabendo que sofria da doença. Como você pode imaginar, foi um choque para ela, que é casada e tem dois filhos –Emilie, de 11 anos, e Viktor, de 9 anos.

Naquele mesmo 2010, correu sua primeira maratona, em Frankfurt, Alemanha. “Foi amor à primeira vista”, disse ela, que, ao final do ano seguinte, já havia completado nada menos do que 51 maratonas.

Mesmo assim, ainda dava bola (com razão, segundo boa parte dos médicos) para a afirmação de que correr maratonas não é saudável. “Hoje penso diferente”, diz ela em seu site (AQUI). “A maratona foi a melhor coisa que aconteceu para meu corpo e minha alma.”

E completa, contando sua história com a doença: “Há três anos, descobri que sofria de esclerose múltipla. Hoje, sem usar nenhum remédio, não tenho nenhum sintoma da doença nem qualquer problema relacionado a ela. Acredito que correr maratonas é um fator importante para eu estar saudável hoje. Além disso, descobri novas prioridades, que me proporcionam melhor qualidade de vida”.

 

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2 comentários feitos no blog

  1. Fernanda comentou em 17/07/13 at 22:08

    Parece que atividade física contínua e sem moderação faz bem aos portadores de EM!!

  2. Fael comentou em 16/07/13 at 11:32

    Da série: “Carái, fi!”. Inspirador. Uma pergunta: ela tem joelhos, ainda?

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